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Belfast, os dois lados do Muro  

Posted by carlos in

Como prometido no post anterior, as fotos.

Neste primeiro album, o lado católico republicano. Os murais e memoriais do lado 'de cá' do Muro. Hoje existe um centro comunitário onde idioma e cultura Gaélica são ensinados. Não sei o que as fotos podem transparecer, mas ao vivo, foi de emocionar.
Assim como o foi ir a um pub 'da resistência'.



Neste segundo album, o lado protestante unionista. Os murais e memoriais do lado 'de lá' do muro. Ainda hoje há milhares de bandeiras britânicas espalhadas por este lado da cidade. Ver alguns murais exaltando os paramilitares foi de ferver o sangue.



Não tenho obviamente conhecimento suficiente da história deste povo, mas se me pedissem a opinião, diria que é uma questão de tempo, inevitável, que este país seja enfim reunificado. Quando, e se com ou sem violência, quem saberá?

No final do segundo album, há tambem algumas fotos da viagem de ferry boat cruzando novamente o Mar da Irlanda, desta vez, de Belfast a Stanraer, na Escócia, minha próxima parada.

Belfast, cidade ainda dividida  

Posted by carlos in

Hora de ir visitar a irmã ao Norte. Para ir de Dublin a Belfast, pela primeira vez nesta viagem maluca peguei um onibus. Fiquei nesse hostel da YHA, bem tranquilo. A diferença entre essas duas capitais é imensa, palpável, e, se alguém tiver dúvida, mostra como independência faz bem à pele. E como uma cidade de alma amordaçada, embora vivendo atualmente uma relativa calma, deixa transparecer uma tristeza difícil de explicar.

Embora seja apenas parte de um passado recente, que boa parcela da população parece mesmo querer que se apague da memória, visitar o Muro da Paz é obrigatório. O muro foi construído para separar as duas comunidades na guerra civil que se instaurou na capital da Irlanda protestante, na parte oeste da cidade, onde o sectarismo era (e ainda é) mais intenso. De um lado, os partidários do Sinn Fein (que de certa forma deu origem aos guerrilheiros do IRA), querendo uma Irlanda do Norte independente e reunificada com a irmã ao sul (independente desde 1922); de outro, os unionistas, que defendiam a permanência da Irlanda do Norte como parte do Reino Unido, contando obviamente com o suporte da Rainha, e os grupos paramilitares que eles criaram.

Acho que todos devem conhecer um ou outro dos vários atentados e atrocidades dessa disputa (de ambos os lados), talvez o mais famoso seja mesmo o Domingo Sangrento cantado pelo U2 (que de fato ocorreu em Derry, em 1972, quando dezenas de civis participando de um protesto foram mortos por soldados britânicos). Bom, chega de escrever, no próximo post as fotos.