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Berlin, uma cidade instigante  

Posted by carlos in

Continuando o mergulho na imensidão, fui a Alexanderplatz, região também central da cidade. Igreja Marienkirche (século XIV), a torre de TV (segunda estrutura mais alta da Europa), o Red City Hall, o chafariz de Netuno, e margeando o rio Spree até a magnífica Catedral de Berlin, de tirar o fôlego tanto por fora quanto por dentro, construída apenas no fim do século XIX e também atingida na segunda guerra. Em seu subsolo, as criptas de monarcas de dinastias passadas, e de seu domo uma visão fantástica da cidade.



De fato, a catedral se localiza na ilha Spreeinsel, no rio Spree. Na mesma ilha, se localiza o complexo de museus Museusinsel. Também afetados na segunda guerra, boa parte do complexo se encontra em restauração. Seguindo o rio, passa-se pela região em que os prédios administrativos da nova capital se encontram, tudo de vidro nas duas margens do rio, até se chegar ao Bundestag (Parlamento). Por essa mesma área está o Portão de Brandenburgo, símbolo da Alemanha e por onde tanto de sua história passou. De lá, eu quis caminhar a avenida 17 de Junho, maior conexão leste-oeste da cidade, até chegar a Coluna da Vitória, linda estátua comemorando a vitória Prussa em suas guerras de unificação no século XIX. No caminho, passa-se por Tiergarten, um parque em se encontra em dos vários memoriais aos milhares de soldados Soviéticos mortos na liberação de Berlin.



Em meu último dia na cidade, fui a vizinha Potsdam conhecer seus palácios: Sanssouci Charlottenbourg, Orangerie, e seus jardins. O primeiro construído por Frederico William II, e os dois últimos por F. William IV, ambos reis da Prussia. A visita a Potsdam se encontra no album abaixo, juntamente com uma homenagem póstuma ao par de tênis que me acompanhou até então, destroçado; e os peixinhos do aquário do Wellington...



É preciso muito mais tempo prá se mergulhar devidamente em Berlin, não só em sua história, mas em seu povo e contrastes mais recentes. Mesmo assim, saí de lá muito contente por ter conhecido tudo aquilo. Antes de ir a Munique, a próxima parada seria em território Tcheco: Praga!

Berlin, resquícios do muro e modernidade  

Posted by carlos in

Na Alemanha, iria parar apenas em Berlim e Munique. Muito mais prá conhecer, claro, mas tempo de menos. Acabei não ficando em nenhum albergue pois, nestas duas cidades, fiquei na casa de amigos dos tempos da faculdade: do Wellington, em Berlin, e do Celso (mais Mariana e Lucas!), em Munique. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde de minha primeira parada na Europa, em Lisboa, onde também fiquei na casa de uma amiga dos tempos de Ottawa, a Maria João. Obrigado pessoal!

Inicialmente a idéia era voltar a Alemanha tomando algum ferry de Oslo até a Dinamarca, e então algum trem de lá a Berlim, minha primeira parada. Mas estava complicado de conseguir, e no final acabei mesmo voltando por onde entrei: tomei um trem de Oslo a Malmo, e de lá outro que cruza o estreito até Copenhague e segue até Berlin, durante a noite.

Berlim é parada obrigatória no itinerário de qualquer um, e tem que ser mesmo. A cidade pulsa entre esse clima de passado e presente, comunismo e capitalismo. Precisa-se de muitos dias por lá, e eu fui tentando fazer meu rumo. Comecei pelo centro atual, moderno, com prédios de arquitetura arrojada, o Teatro, a Biblioteca, o Museu, o Forum de Cultura, a Galeria Nacional, o Bundesrat, e um centro comercial futurista. Em seguida, me mandei direto conhecer o que sobrou do Muro de Berlin, aonde havia uma exposição ao ar livre, como uma veia aberta, a Topografia do Terror, sobre as atrocidades do nazismo. É de rasgar a alma. O sítio da exposição era o centro de controle da polícia secreta (SS) nazista. Seguindo em frente, cheguei ao famoso checkpoint Charlie, que era um dos poucos pontos de passagem através muro, vigiado em seus respectivos lados por policiais soviéticos e americanos (de fato, o que há é uma reconstituição do checkpoint). O album abaixo mostra tudo isso, terminando no Gendarmenmarkt square, uma lindíssima quadra histórica da cidade delineada pelas catedrais Francesa e Alemã (com um museu no interior) e o Konzerthaus; esses três prédios foram destruídos na segunda gerra, e posteriormente reconstruídos.