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Místicas e sangrentas Highlands  

Posted by carlos in

Como prometido no post anterior, compartilho aqui as inúmeras fotos dessa viagem magnífica, em nosso busão rasgando as Terras Altas.

No primeiro dia, passamos pelo monumento a William Wallace (todo mundo viu esse filme, embora por aqui eles sempre dizerem que a única semelhança com a história real seja o fato de o filme também se passar na Escócia, nada mais!), cruzamos com as simpáticas vacas da região, paramos nas ruínas do castelo Kilchurn às margens de um dos milhares de lochs (lagos) do país, e fomos seguindo viagem até Oban, aonde dormimos a primeira noite.



Pelo segundo dia, acho que o ponto alto da tour, rasgamos todo o Glen Coe, um vasto vale cercado de montanhas, cheio de riachos, lochs, e umas cachoeiras, magnífico. E com o clima como estava, dava um tom ainda mais místico ao lugar. Nessa região os Ingleses cometeram um de seus piores massacres, quando quase todo o clã highlander dos McDonald foi assassinado; dos poucos que conseguiram escapar e continuar o sobrenome, nosso guia Ewin era um descendente. Bom, de lá, até Loch Ness.



Ainda no segundo dia, passamos por Loch Ness e o Caledonian canal, obra de engenharia vital conectando os Lochs, e seguimos viagem por entre paisagens maravilhosas (a estrada era quase só nossa!), até chegar em Pitlochry, aonde dormimos a segunda noite.



No terceiro dia, o retorno, seguimos passeando por algumas florestas (Hermitage), onde passamos pelo Hall e Caverna de Ossian, diz a lenda habitados por um eremita em tempos idos. Chegamos enfim a cidade de St. Andrews, já no litoral, aonde a atração principal eram as imensas ruínas da Catedral e, claro, o beira-mar (muito frio prá entrar na água!). Muita luta e conspirações também aconteceram por aqui, enquanto os Ingleses tentavam sobrepor seu domínio e Protestantismo aos pagãos das Terras Altas. Para coroar toda a aventura e me realizar de vez, Ewin, dando ainda mais de sua pitada pessoal à tour, nos levou a um local, digamos, inóspito, aonde ainda hoje em dia, alguns seguidores e praticantes de cultos pagãos se reunem. Claro que construíram uma maldita igreja bem em cima, mas o local ainda está lá, para quem quiser ir. Como adoraria ter passado a noite ali, mas estava na hora de retornar a Edimburgo.



Assim terminou tal intensa tour. E eu, mais que realizado por tê-la feito. Natureza deslumbrante, novos amigos, Ewin um fantástico contador de Histórias apaixonado por suas raízes. E esse gostinho pagão Gaélico no final, remetendo direto aos Celtas na Irlanda... quem sabe essa energia ainda esteja na alma Escocesa, em breve impulsionando-os a uma completa independência da tia rainha?
Ewin segue sonhando, eu sigo torcendo!

Inicialmente, minha idéia no Reino Unido era visitar também Manchester e Liverpool. Mas como passei mais tempo que o esperado na Escócia, por causa dessa tour, infelizmente acabei deixando de lado essas 2 cidades. Sem o menor arrependimento. De Edimburgo, peguei um trem para Londres, aonde tive que pernoitar e só pude cruzar o Canal da Mancha na manhã seguinte. Próxima parada: Bruxelas.

A tão esperada tour pelas Highlands Escocesas  

Posted by carlos in

Um dos vários pratos principais de toda esta minha viagem, eu nem sabia se conseguiria fazer. Eu era doido por conhecer as Terras Altas Escocesas, de alguma forma embarcar numa viagem percorrendo todo o vasto norte do país e suas lendas. Afinal, se boa parte da história era traçada em Edimburgo, boa parte das lutas (e dos massacres sofridos) era travada pelos Highlanders.

Felizmente, de Edimburgo não é difícil de achar várias tours pelo país. Acabei embarcando com os caras do macbackpackers, que também são ligados a uma rede de albergues muito legais pelo país; 3 dias perambulando de ônibus com uma turma de outros aventureiros. E foi tudo o que eu estava procurando, apesar do maldito tempo chuvoso: paisagem a parte, estava torcendo que o guia fosse um cara bem, digamos, particular, apaixonado pelo país, antimonarquista, pagão se possível, e que durante a viagem nos fosse narrando as diversas histórias dos locais que visitássemos, sob a perspectiva Escocesa, claro, e de brinde rolando um som legal no CD player, música folclórica e histórica. E foi exatamente isso que tivemos com Ewin, nosso guia highlander, fácil de identificá-lo em umas das fotos. Também foi legal ver o grupo se relaxando aos poucos, fazendo amizade e tal. Como na maioria eram casais e namorados, acabei ficando mais com as outras 3 criaturas solteiras da turma para as cervejadas noturnas, um israelense, uma croata, e uma australiana, que aparecem em umas das fotos também.

No próximo post, as fotos dos 3 dias inesquecíveis por essas terras míticas. Se algum dia fores a Escócia também interessado nas Highlands, podes embarcar sossegado com os caras do Mac. Não tem como se arrepender.